ELEFANTES
- Ariane Regina Palma B.
- 23 de abr. de 2020
- 4 min de leitura
A evolução é um processo de adaptação e variação de populações ao longo do tempo, um conjunto de mudanças que os seres vivos estão sujeitos, gerando modificações e transformações hereditárias dos organismos. Grande diversidade de organismos presentes no nosso planeta surgiu de novas espécies a partir de uma já preexistente.
Elefantes
Os elefantes fazem parte de um grupo de mamíferos chamado de Proboscidea, são animais herbívoros que nasceram na África. O elefante é o último sobrevivente do grupo dos proboscídeos. No passado a diversidade dos proboscídeos era maior e com varias formas.
Os elefantes é uns dos animais mais inteligentes tanto do lado emocional como o social com habilidades cognitivas. Eles possuem um cérebro com maior e uma melhor capacidade de aprendizagem com um maior desenvolvimento do córtex cerebral, sua memoria é notável, eles conseguem acumular conhecimentos sociais e ecológicos, e possuem uma grande habilidade em reter informações por mais tempos, lembrando-se de vozes de outros indivíduos, lugares especiais, aromas, rotas migratórias e de habilidades que aprendeu durante a vida.
O mais antigo ancestral proboscídeo do registro fóssil é o Moeritherium, ele viveu a cerca de 37 milhões de anos, e possuía uma altura de apenas 60 centímetros. Ele viveu na África no final do período Eoceno. Sabe se que ele possuía pequenos vestígios semelhantes de tromba, parecidos com de antas, possuía presas e orelhas pequenas. Ele era herbívoro e se alimentava dentro da água de gramíneas.
Ele pode ter adotado o estilo de vida semiaquático como hoje os atuais hipopótamos.
Explica se uma hipótese que a evolução dos Moeritherium e do veio do isolamento geográfico da espécie ancestral, onde um grupo ficou em uma região seca e o outro em uma região com abundância de fontes de água, permitindo a especiação para os dois grupos de mamíferos.

Imagem domínio público: Moeritherium
O Barytherium é um ancestral do proboscídeo que também viveu no período do Eoceno encontrado no norte da África há aproximadamente 36 milhões de anos. Existe um registro fóssil dessa espécie animal catalogado que foi encontrado na Líbia, Egito e o mais recente em Oman. Ele possuía um dimorfismo sexual bastante acentuado, e também características leves como os de elefantes asiáticos. Tinham oito dentes, quatro se localizava na mandíbula superior, e na inferior se aproximavam mais dos hipopótamos modernos do que com os próprios elefantes. Os pares de dentes superiores eram verticais, e os pares mais baixos eram estendido para frente da boca horizontalmente. Assim eles trabalhavam a mecânica mandibular e cortavam as plantas.

Imagem domínio público: Barytherium
O Paleomastodonte era um ancestral do elefante que viveu no período Eoceno há 35 milhões de anos na Ásia e na África, por um possível resfriamento no fim desse período, os rios e lagos teriam secado, forçando os animais adaptarem se ao solo seco. Nessa época os Paleomastodonte possuíam tromba e presas pouco desenvolvidas, as presas eram ligadas a sua mandíbula e serviam para que eles extraíssem raízes, também começaram a desenvolver nariz e dentes.

Imagem domínio público: Paleomastodonte
No passado os elefantes proboscídeos basais possuíam dentes molares formados por uma coroa seu dente era localizado em cima da gengiva, com pontas arredondadas, era denominado Gomphotherium, ele viveu há 17 milhões de anos atrás durante o Mioceno na Ásia.
Em espécies mais primitivas esses dentes eram chamados de cúspides, pois cada uma das pontas formadas na extremidade de atrito dos dentes se une e formava cristas transversais, chamadas de lofos. Assim eles evoluíram surgiram mais cristas com grande desenvolvimento da coroa dentaria designada hipsodonte. Essa mudança foi atribuída para o habito alimentar, pois eles começaram a ingerir vegetais mais resistentes como as gramíneas que ocasionou no seu degaste dentário.

Imagem domínio público: Gomphotherium
Platytibelodon é um gênero extinto de proboscídeos, semelhante ao elefante, que originou de uma linhagem paralela dos Gonfotérios. Os Platytibelodon viveram na Europa, Ásia e África durante o Mioceno e apresentavam maxilares longos, lábio superior em forma de tromba. O mesmo se alimentava de plantas aquáticas, o que fazia com que erguesse a tromba. Foram encontradas 4 espécies distintas desses animais:
· Platybelodon branumbrowni
· Platybelodon danovi
· Platybelodon grangeri
· Platybelodon loomis.

Imagem domínio público: Platytibelodon
Os Amebelodonfloridanus pertenciam ao grupo dos Gomphotheriidae, parente distante dos atuais elefantes. Viveram há aproximadamente 17 milhões de anos atrás durante o Mioceno onde hoje é a América do Norte (Flórida – EUA), além de pequenas presas possuíam presas inferiores grandes na qual usavam para cavar e arrancar raízes, juntamente com uma tromba achatada, mais larga que a dos elefantes atuais. Os Amebelodonfloridanuspesavam cerca de 6 toneladas e tinham 3 metros de altura.

Imagem domínio público: Amebelodonfloridanus
Mammuthus primigenius
Mais recentemente podemos citar os mamutes e mastodontes. Sabe-se que a linhagem que deu sua origem iniciou-se a mais de 30 milhões de anos, fruto dos Paleomastodontes de mais de 34 milhões de anos. Os mastodontes e mamutes sobreviveram até pouco tempo, cerca de 12 mil anos, quando desapareceram. Suspeita-se que o desaparecimento tenha relação com a caça praticada por homens que viveram no Pleistoceno.

Imagem domínio público: Mammuthus primigenius
Stegodon pigmeu é um gênero extinto de elefantes que habitaram na Ásia no Pleistoceno há cerca de 6 milhões. Foram encontrados vestígios de ossos calcinados junto de acampamentos de hominídeos que viveram na Ilha Indonésia de Flores até cerca de 12 mil anos, o que sugere que fossem as presas. Animais desse gênero mediam cerca de 1,8 metros de altura e possuíam grandes presas curvas as quais acredita-se que eram usadas para cavar, para exibições e até confrontos entre machos.

Imagem domínio público: Stegodon pigmeu
Elephantidae
É um grupo de mamíferos proboscídeos elefantídeos, de grande porte, do qual há três espécies no mundo atual, duas africanas (Loxodonta sp.) e uma asiática (Elephas sp.).

Imagem domínio público: Elefante-africano (Loxodonta sp.) no Parque Nacional Mikumi, Tanzânia.
Trabalho elaborado pelos alunos do 5° período de Ciências Biológicas, Ariane Palma e Jeferson Santos.
Referências
A diversidade e evolução dos proboscídeos. Um foco a biologia dos elefantes. Netnature. Disponível em: < https://netnature.wordpress.com/2011/09/12/a-diversidade-e-evolucao-dos-proboscideos-um-foco-a-biologia-dos-elefantes/ >. Acesso em 22, abr de 2020.
BRASILESCOLA. Evolução. Disponível em:<https://brasilescola.uol.com.br/biologia/evolucao.htm>. Acesso: 21 de abril de 2020.
CIENCIAHOJE. Comportamento e evolução dos elefantes. Disponível em: http://cienciahoje.org.br/coluna/comportamento-e-evolucao-dos-elefantes/. Acesso: 21 de abril de 2020.
NETNATURE. A diversidade e evolução dos proboscídeos um foco a biologia dos elefantes. Novembro 2011. Disponível em:<http://santuariodeelefantes.org.br/inteligencia-dos-elefantes/>. Acesso: 22 de abril 2020.
Parabéns, fizeram uma viagem pela evolução do grupo.